Moradores reivindicam acesso seguro e denunciam que, com as novas grades, precisam caminhar até 10 km para atravessar a rodovia
[Bom Jesus do Amparo] — Moradores da zona rural da Serrinha, Comunidade Quilombola de Felipe, Melo, Ribeirão e Lagoinha realizaram uma manifestação na tarde desta sexta-feira e bloquearam um trecho da BR 381, em protesto contra a recente instalação de grades com graxa no canteiro central da via. A instalação das grades, foi realizada pela concessionária Nova 381, sem diálogo com poder público local e moradores. Segundo os manifestantes, as estruturas metálicas têm impedido a travessia de pedestres, forçando os moradores a percorrerem cerca de 10 km para encontrar um ponto de acesso.
O ato começou por volta das 17h e um dos sentidos da rodovia, gerando um grande congestionamento. Os manifestantes, em sua maioria moradores, trabalhadores rurais e estudantes, seguravam cartazes pedindo a construção urgente de uma passarela para garantir o direito de ir e vir com segurança.
“Desde a duplicação da BR-381, formos gravemente prejudicados. A implantação de muretas e grades metálicas como barreiras divisórias entre as vias impossibilitou totalmente a travessia segura dos pedestres, colocando vidas em riscos todos os dias”, informou a nota divulgada nas redes sociais pela comunidade.
Os manifestantes informaram que já houveram tentativas de dialogo com a Nova 381 e não obtiveram retorno.
Reivindicação por passarela
A principal demanda dos moradores é a construção de uma passarela no trecho onde há maior circulação de pedestres. Eles afirmam que o trecho onde foram instaladas as grades é justamente o mais utilizado por famílias que precisam fazer travessia, acessar serviços básicos como escola, posto de saúde e comércios.
Resposta das autoridades
A Prefeitura de Bom Jesus do Amparo esteve presente em apoio a manifestação. O porder executivo já enviou solicitação a concessionária que administra o trecho da rodovia, mas não obtiveram retorno.
Manifestação pacífica
Apesar dos transtornos no trânsito, a manifestação foi pacífica e não houve registro de confrontos. Os moradores afirmaram que, caso não haja uma resposta concreta nos próximos dias, novas paralisações poderão ocorrer.
