Bom Jesus do Amparo espera por você em 2026— sem pressa, com café quente e boas histórias para contar
Entre serras, ruas tranquilas e um cotidiano marcado pela simplicidade e acolhimento, Bom Jesus do Amparo, no coração de Minas Gerais, se consolida como um destino ideal para quem deseja aproveitar os feriados de 2026 longe do ritmo acelerado das grandes cidades.
Com diversos feriados prolongados este será um ano estratégico para viagens curtas. A cidade que fica cerca de 70km de Belo Horizonte, integrante da Estrada Real, se encaixa perfeitamente nesse perfil: um destino de fácil acesso, tranquilo, culturalmente rico e ideal para quem deseja descansar, refletir e se reconectar com a história e a natureza.
A cidade carrega em sua história a herança dos antigos caminhos que ajudaram a formar Minas e o Brasil, agregando ainda mais valor cultural e turístico ao destino.

Vista do alto do Cruzeiro da cidade para a serra Portal dos Mottas. Foto: arquivo DES
Casa de cultura
Um dos grandes destaques recentes do município é a recém-inaugurada Casa da Cultura, que passa a integrar o roteiro turístico local. O espaço abriga memoriais dedicados a Mozart Bicalho e ao Cardeal Motta, duas personalidades de grande relevância histórica e simbólica para Bom Jesus do Amparo.
Mais do que um equipamento cultural, a Casa de Cultura se torna um ponto de encontro entre passado e presente, permitindo ao visitante conhecer documentos, objetos e narrativas que ajudam a compreender a identidade do município — uma experiência que dialoga diretamente com o espírito histórico da Estrada Real. Na Casa, o turista que estiver fazendo caminho da Estrada Real poderá carimbar seu passaporte.
“Bom Jesus do Amparo com a Casa de Cultura espera assim como foi em Ipoema com o Museu do Tropeiro, um novo olhar e um desenvolvimento para o turismo, somado aos atrativos que já temos” convida Eduardo Motta, Secretário de Cultura Municipal.

Casa da Cultura de Bom Jesus do Amparo. Foto: Eduardo Motta
Igreja matriz
A igreja foi construída em 1841, em terras doadas pela família Motta Ribeiro, tradicionalmente devota do santo Bom Jesus do Amparo. O templo se tornou, ao longo do tempo, um dos principais símbolos religiosos e históricos do município.
No século XVIII, o coronel João da Motta Ribeiro trouxe da cidade de Amparo, em Portugal, a imagem que hoje se encontra na igreja matriz. Trata-se de uma iconografia rara, que representa Jesus aos 12 anos de idade, conferindo singularidade e grande valor histórico e cultural ao patrimônio religioso local.
Cemitério dos escravizados
Há poucos quilômetros do centro da cidade, temos o Cemitério dos Escravizados. É um importante sítio arqueológico na Fazenda do Rosário, onde pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estudam vestígios de escravizados e alguns alforriados, sendo um testemunho da história afro-brasileira local, que está sendo resgatado por meio de pesquisas com um raro livro de óbito.

Cemitério dos escravizados em Bom Jesus do Amparo. Crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press
Ipoema
O charmoso distrito de Ipoema, entra no circuito turístico da região. O vilarejo conta com o importante Museu do Tropeiro, com histórias da época do circuito do ouro. O museu conta com mais de 500 objetos e promove um verdadeiro resgate dos valores e tradições da cultura tropeira.

Museu do Tropeiro, em Ipoema. Foto: divulgação
No alto do serra, temos a Capela do Senhor do Bonfim do Morro Redondo, a mais de 1.200 metros de altitude, com paisagens exuberantes da Serra do Espinhaço. A região é rica em cachoeiras, com quedas d’água cercadas por paisagens naturais preservadas, como a Cachoeira Alta, Cachoeira do Patrocínio e Cachoeira Boa Vista, que convidam ao lazer, à contemplação e ao contato direto com a natureza.

