A música brasileira amanheceu em luto com a morte da sambista mineira Adriana Araújo, aos 49 anos, nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, em Belo Horizonte (MG).
Adriana Araújo, uma das vozes mais respeitadas e queridas do samba contemporâneo em Minas Gerais, sofreu um aneurisma cerebral na noite de sábado, 28 de fevereiro, enquanto estava em casa, e foi levada de urgência para o Hospital Metropolitano Odilon Behrens, na capital mineira. Depois de dias internada em estado gravíssimo e em coma, seu falecimento foi confirmado oficialmente nas redes sociais por sua equipe artística.
Vida, carreira e legado
Nascida em 1976 na comunidade Pedreira Prado Lopes, na tradicional região da Lagoinha, reduto histórico do samba em Belo Horizonte, Adriana construiu uma trajetória musical marcada por talento, autenticidade e forte conexão com as raízes culturais brasileiras.
Desde jovem, participou de oficinas de dança afro, teatro e técnica vocal, o que ajudou a moldar sua presença de palco e sua expressividade artística. Em 2008, começou a ganhar destaque ao interpretar clássicos do samba e logo integrou o grupo Simplicidade Samba, ao lado de seu marido, o músico Evaldo Araújo, se firmando nas rodas de samba tradicionais de Belo Horizonte.
Em 2020, iniciou sua carreira solo, lançando em 2021 o álbum “Minha Verdade”, no qual expressava suas vivências e reflexões sobre ancestralidade, amor, identidade e orgulho de sua trajetória como mulher negra e sambista. Ao longo da carreira, dividiu palco com grandes nomes do samba brasileiro e participou de eventos importantes na cena cultural da capital mineira.
A doença que a levou
O aneurisma cerebral que Adriana sofreu é uma dilatação anormal de uma artéria no cérebro que pode, ao se romper, causar hemorragia súbita e comprometer funções vitais. Muitos casos são silenciosos até o momento da ruptura, que provoca sintomas graves como dor de cabeça intensa, náuseas, perda de consciência e risco imediato de morte.
Repercussão e homenagens
A notícia de sua morte gerou uma onda de comoção na cena cultural, entre fãs, artistas e instituições. Clubes esportivos, coletivos culturais e admiradores lamentaram a perda de uma artista que, além da voz marcante, era reconhecida por seu carisma, generosidade e dedicação à comunidade cultural de Minas Gerais.
Adriana deixa o marido, Evaldo Araújo, e o filho, Daniel, de 13 anos. Sua arte e legado no samba mineiro permanecem como lembrança da força e da riqueza da música popular brasileira.
