Reflexão, acolhimento e expressão coletiva: este é o convite aberto a todos os moradores de Bom Jesus do Amparo para 1ª Oficina de Saúde Mental do município. Na próxima sexta-feira (15), a partir das 14h, o Centro de Convivência receberá um encontro voltado ao cuidado emocional e à valorização das individualidades.
A proposta da oficina é criar um ambiente acolhedor, quando cada participante possa se expressar livremente por meio de diferentes linguagens, como arte, música, fala, humor e outras manifestações criativas. O evento busca fortalecer vínculos, promover a escuta e incentivar o compartilhamento de experiências, reconhecendo a importância da diversidade de sentimentos e vivências.
Além das atividades de expressão, a programação também inclui práticas integrativas voltadas ao bem-estar, como a auriculoterapia, técnica que auxilia no relaxamento e no equilíbrio emocional. A iniciativa reforça a ideia de que o cuidado com a saúde mental vai além do tratamento clínico, envolvendo também empatia, inclusão e respeito às singularidades de cada indivíduo.
Os organizadores destacam que a participação da comunidade é fundamental para fortalecer a rede de apoio e ampliar o debate sobre saúde mental no município. A orientação é que os participantes levem sua disposição para compartilhar talentos, histórias e vivências, contribuindo para a construção de um espaço coletivo de cuidado.
O Centro de Convivência fica na rua Antônio José Dias (Ninico), ao lado da AD Presentes.
Luta Antimanicomial: por cuidado em liberdade e dignidade
Celebrado em 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial reforça a importância de um modelo de atenção à saúde mental baseado no respeito aos direitos humanos. O movimento surgiu como forma de questionar o modelo antigo de internações em hospitais psiquiátricos, que muitas vezes isolavam e excluíam pessoas em sofrimento psíquico.
A luta antimanicomial defende o cuidado em liberdade, com tratamento humanizado e inserido na comunidade, priorizando o convívio social e o protagonismo do indivíduo. No Brasil, esse movimento foi fundamental para a construção da reforma psiquiátrica e para a criação de serviços substitutivos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Mais do que uma data simbólica, o 18 de maio representa um compromisso contínuo com a inclusão, a dignidade e o direito de todas as pessoas a um cuidado mais humano e acolhedor.
